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Monday Morning: descobertas do final de semana…

Oi meninas, tudo bem? Como foram de final de semana?

Neste final de semana eu basicamente descobri três coisas:

1. Todo esforço de tentar ajudar meu marido a arrumar um hobby deu certo. O primeiro avião dele está quase pronto e ele já está todo empolgado para comprar o próximo!! Fiquei tão feliz por isso, porque ele é do tipo que gosta de computador e não faz nada manual. No final das contas ele está curtindo porque relaxa totalmente…

2. Assistir o My Kitchen Rules está surtindo efeito! Não sei se no Brasil passa esse programa, mas é basicamente um programa de culinária que reune duplas para fazerem pratos super gostosos para os jurados. E eu toda faceira, estou pegando ideais para incrementar minhas habilidades culinárias. Esse final de semana fiz um prato vegetariano delícia: raviole de espinafre e ricota, com um refogado de repolho, alho poró, alcaparras e alcachofras. Geeeente, é super fácil e fica delícia demais! Nunca imaginei que essa combinação chegasse a algum lugar. Mas vale a pena, tentem em casa.

 

3. Que humildade é artigo de luxo hoje em dia e quanto mais conheço alguns maquiadores, mas percebo o quanto a classe de forma geral é desunida e competitiva. Neste momento, só me resta lembrar das sábias palavras do meu amigo Sócrates…

Bancar o não saber é preciso minha gente, traz crescimento e evolução! Experimentem, é ótimo!

Uma semana MARA pra vocês todas!!!

Beijos!

Monday Morning: O que é independência?


Me lembro que quando era mais nova, achava que a minha mãe não saia da cozinha. Olhava ela lá e pensava: caramba, mas que perda de tempo ficar o dia todo fazendo comida e ainda ter que lavar louça. Que saco!

Me lembro que ela vivia falando que quando eu completasse oito anos teria que ajudá-la nos afazeres domésticos. Não ia ter conversa! Mas esse dia nunca chegou…

Quando me casei não precisava fazer nada, afinal, tinha uma pessoa que limpava minha casa uma vez por semana e eram raras as vezes em que me arriscava na cozinha.

Nos finais de semana, meu marido e eu gastávamos o gordo vale refeição que ganhávamos das empresas em que trabalhávamos. Quase nunca estávamos em casa, vivíamos trabalhando e no final das contas, nossa casa funcionava mais como um lugar para dormir e tomar banho (quem se identifica?).

Mas as coisas mudam, e no meu caso começaram a mudar quando resolvemos mudar de país. Um país da cultura do “faça você mesmo”. Um país que valoriza imensamente o trabalho de um Cleaner. E o que isso quer dizer? Que bye bye a vida de alguém fazendo as coisas por você. Bye bye a vida de alguém limpar a sua casa. Mas é claro que se você tiver dinheiro pode pagar por isso. O difícil é ter dinheiro pra isso.

Daí lembrei outro dia que na época em que fazia análise no Brasil vivia falando que queria mais independência, queria conseguir fazer as coisas por mim.

Com o tempo percebi que a independência que queria não era financeira ou relacionada ao trabalho, essa sempre tive. Era a independência para fazer as coisas por mim mesma – desde pagar minhas contas à fazer um shimeji na manteiga com anchovas e alcaparras – era limpar a minha própria casa (afinal sou eu que sujo) e me sentir bem por isso, sem estar perdendo tempo, sem drama, sem enrolação.

Descobri que independência é passar horas cozinhando com meu marido, bebendo vinho, mandando ele sair do meio, e me sentir extremamente feliz por estar ao lado dele desfrutando de tudo isso. É a indepência da reclamação, de sentir que tudo é um fardo e da auto piedade.

 

Nada é perda de tempo a partir do momento em que é feito por amor. Hoje eu entendo isso e valorizo ainda mais tudo que minha mãe fez por mim, porque no final das contas hoje faria o mesmo se tivesse filhos. No fim, descobri que independência acima de tudo, é poder fazer algo por mim e pelas pessoas que amo. Porque se não for pra eles, vou fazer por quem? 

Beijos!